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Crédito ou débito: Quem nunca ficou na dúvida na hora de escolher qual usar no ato da compra?

Crédito e débito são modalidades de pagamento diferentes. Por isso, é muito importante ter em mente como funciona cada uma delas: usar o débito ou crédito no momento errado pode acarretar problemas para o seu orçamento no final do mês.

Cartão de crédito: Como funciona?

De forma resumida, é como se a instituição financeira com a qual você fez o cartão lhe emprestasse um limite de crédito para que você possa quitar a pendência apenas no mês seguinte. Em outras palavras, o cartão de crédito funciona no esquema “compre agora, pague depois”. Os gastos que você tiver no cartão de crédito não serão pagos no ato da compra, mas sim quando a fatura for paga. 

Pode ser usado como uma ferramenta super vantajosa, desde que você tenha uma boa educação financeira e não acumule gastos sem fazer planejamento financeiro. Isso porque a possibilidade de comprar algo agora e pagar só depois, pode criar uma ilusão de que temos mais dinheiro do que, de fato, possuímos. Por este motivo, é importante ter um controle rígido dos gastos no cartão para garantir que, no mês seguinte, seja possível pagar todas as compras. Quem não conseguir, pode entrar no crédito rotativo ou parcelar a fatura – e, nos dois casos, são cobrados juros bem altos. 

             Por outro lado, ao pagar no crédito, o consumidor, em tese, tem tempo para deixar o dinheiro render.

Em um exemplo simples: se você recebe seu salário no dia 5, mas só paga a fatura do cartão de crédito no dia 30, pode deixar seu dinheiro rendendo por 25 dias antes de usá-lo para pagar todas as contas.

Quando devo usar o cartão de crédito?

  • Compras internacionais: é muito comum ver cartões de crédito sendo utilizados para compras internacionais (online e viagens). Por isso, consulte o seu banco para entender como o cartão pode ser utilizado em outros países. Mas atente-se também para não gastar o que não consegue pagar depois.
  • Compras maiores: O cartão de crédito é a forma mais indicada para pagar as grandes compras, como compras de supermercado, eletrodomésticos ou passagens aéreas. Isso porque ele oferece parcelamentos, o que torna possível a compra em valores mais elevados (sabendo-se que esse valor será cobrado posteriormente).
  • Programas de pontos: muitas vezes, os cartões de crédito estão vinculados a programas de pontos com instituições financeiras. Seguindo a lógica, quanto mais você gasta, mais pontos ganha. A taxa de conversão varia de banco para banco, mas a ideia é a de que, com a acumulação você possa trocar por produtos, milhas ou serviços exclusivos. 

Quais os riscos do cartão de crédito?

  • Pagar o mínimo da fatura: Essa prática é uma das mais comuns: o consumidor acaba escolhendo pagar o mínimo da fatura, sendo que o restante da dívida, pelas novas regras do cartão de crédito, ficam para o mês seguinte, sujeito aos juros do cartão. 

    Entretanto, vale lembrar que quando você escolhe pagar o valor mínimo – juros rotativo – você fica condicionado às taxas de juros do banco (que costumam ser altas). 

    Além disso, a fatura também voltará no mês seguinte, somando os valores que você gastou no período. Ou seja, sua dívida se tornará ainda maior com um tempo e isso pode virar uma “bola de neve”. 

  • Sacar dinheiro: Embora tenhamos que cobrir determinada emergência, ficar toda hora sacando o dinheiro fará você realmente se endividar. Isso porque os juros do saque é muito alto. Aconselhamos, se for o caso, que você faça um empréstimo pessoal em vez de cometer esse erro.

  • Perder o controle das contas à prazo: É claro que o pagamento à vista é a melhor opção. Mas, quando isso não é possível, as pessoas acabam usando o cartão de crédito. Entretanto, quando você parcela suas compras, acaba criando uma dívida que se prolonga por vários meses e acumula com outras contas a vencer. E de pequenas contas em pequenas contas, se forma uma enorme fatura na qual você tem dificuldade para realizar o pagamento. 
  • Usar a opção de saque: 

    A maioria das operadoras de cartão oferecem aos seus usuários a possibilidade de fazer saques emergenciais com o cartão de crédito. Emergências de fato acontecem, e aí não tem muito o que fazer, a não ser que você tenha uma reserva para o momento. Mas, o grande problema, está em fazer esses saques para outros fins, menos importantes, e com isso acabar se enrolando.

    Os juros de saque nesta modalidade são altíssimos. Muitas vezes, maiores até que os juros de empréstimos pessoais.

    Caso ocorra alguma fatalidade e você precise de dinheiro com muita urgência, procure outras alternativas: empréstimo pessoal é uma opção — mesmo que você esteja negativado — e outras opções com juros menores.

  • Ter um limite maior do que o possível: Para colocar algumas pendências em prática, o aumento do limite do cartão de crédito pode ser ótimo. Mas também pode ser um perigo se não souber usar. O crédito dá a falsa sensação de que você ainda tem dinheiro para gastar, quando na verdade o que tem é um teto de gastos que pode ser utilizado em produtos mais caros que devem ser parcelados. 

  • Não conhecer os juros: 

    Quando utiliza o cartão, deve saber que existem diversos juros que você pode estar sujeito a pagar:

  1. Os juros que podem ser embutidos em compras parceladas;
  2. Os juros do próprio cartão em caso de pagamento atrasado ou usando o pagamento mínimo; 
  3. Juros de negociação das dívidas de cartão de crédito.

Então, eu devo abandonar o cartão de crédito?

Na verdade, não.

Nós sabemos que ele pode ser a melhor — ou única — solução, especialmente para compras de produtos de grande valor, como geladeira, fogão, máquina de lavar…

A questão não é deixar de ter, e sim fazer um bom uso.

Existem boas práticas que podem ser seguidas para controlar os seus recursos de maneira inteligente, como reduzir o valor do limite, não ter mais de 2 cartões, optar por opções sem taxas…. e muitas outras.

O cartão de débito usa o saldo de sua conta corrente – ou conta digital, dependendo da instituição financeira em que você tenha conta – para pagar sua compra. Ou seja: o dinheiro sai de sua conta na hora, como um saque.

                        Aqui, realmente é seu dinheiro que está sendo gasto.

Mas… Por que é preciso ter um planejamento para usar o débito? Se o seu saldo for menor do que o valor da compra, a mesma pode não ser aprovada – ou ainda, se você tiver limite de crédito no banco, passar uma compra no débito pode deixar o saldo da sua conta no negativo.

Isso significa que você terá entrado no cheque especial e também terá que pagar juros de acordo com dias em que o saldo não ficar positivo.

                        Se não houver planejamento, pagar no débito também pode resultar em dívidas.

Além disso, é importante se planejar ao usar o débito se você usa também o cartão de crédito no dia a dia: afinal, perto da data de vencimento de sua fatura, é preciso ter saldo suficiente para pagar as compras feitas no crédito.

Quais os riscos do cartão de débito? 

O cartão de débito apresenta o risco de ser clonado, principalmente se você ativou a aproximação. Por isso, é importante ficar atento aos lugares que frequenta e até desativar a aproximação caso não seja algo super importante pra você.  

Quando usar o cartão de débito?

  • Compras do dia a dia: A recomendação de especialistas é a de que o cartão de débito seja usado para as compras do dia-a-dia (supermercado, farmácia, entre outras) para que exista maior controle no quanto se gasta.

    Assim, em seu orçamento mensal, esses gastos já estarão listados e você não terá surpresas no final do mês.

  • Descontos: ao realizar uma compra, é interessante conferir se o estabelecimento não oferece descontos para quem compra no cartão de débito. Isso porque o pagamento é feito à vista e pode ser mais vantajoso também para quem vende. 

Diante de todas essas informações, tudo depende muito de cada situação e perfil. Em alguns casos você usará o cartão de crédito e em outros o de débito (que é o mais recomendável pelos especialistas).

Agora que você já sabe a diferença e as características de cada um, é hora de escolher e sempre se planejar financeiramente para que nenhum dos dois seja prejudicial à sua saúde financeira. Continue navegando pelo Blog da Cx Plus para aprender ainda mais sobre finanças e empréstimos. 

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